trabalho feminino e mudanças nas famílias no Brasil (1976-2012): uma perspectiva de classe e gênero

Nathalie Reis Itaboraí

Resumo


Os perfis familiares e profissionais das trabalhadoras brasileiras vem mudando nas últimas décadas e analisar tais transformações evidencia diferentes desafios para que a inserção profissional das mulheres seja construída numa perspectiva de igualdade de gênero nas esferas pública e privada. Inicialmente, são analisadas as diferenças por classe na participação feminina no mercado de trabalho, considerando-se a evolução da segregação ocupacional e as desigualdades de classe e gênero quanto a horas trabalhadas, rendimentos e proteção social do trabalho. A seguir, analisam-se os contextos familiares das mulheres trabalhadoras e a distribuição do trabalho doméstico e de cuidado infantil, enfatizando as desigualdades por gênero e classe nas responsabilidades familiares e seus impactos nas oportunidades de trabalho das mulheres. Por fim, apresenta-se um conjunto de regressões que mensuram as relações entre estas duas ordens de fenômenos, investigando as chances das mulheres participarem do mercado de trabalho segundo suas características familiares. Os dados estatísticos empregados foram coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em pesquisas amostrais (Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios, PNADs) de 1976, 1986, 1996, 2006 e 2012. A análise de classe baseou-se na classificação proposta por Valle Silva (2003) que inclui 16 categorias ocupacionais.

Palavras-chave


Trabalho feminino. Classes sociais. Gênero. Desigualdades sociais. Famílias.

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DOI: https://doi.org/10.22409/rg.v16i2.804

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